OPINIÃO: Os RINOs atacam novamente

por CARLOS JUNIOR (COLUNISTA)

Segundo o Breitbart News, o ex-secretário de imprensa do The Lincoln Project, RC Di Mezzo, irá trabalhar no ‘’Good Information Inc.’’, projeto com o objetivo professado de combater a desinformação. Tal iniciativa é financiada por George Soros.

Par quem não sabe, o Lincoln Project é uma iniciativa dos RINOs – republican in name only, ou seja, republicano só no nome – que se colocaram contra Donald Trump. Ao promoverem inúmeros ataques a congressistas republicanos fiéis ao ex-presidente, eles também rejeitaram as bases da plataforma conservadora do partido, em um esforço completamente ridículo para movê-lo ao centro. A tentativa de antagonizar Abraham Lincoln a Donald Trump para inserir pautas progressistas no seio republicano só poderia sair de mentes brilhantes que idolatram Mitt Romney, John McCain e tutti quanti.

Não me venham dizer que eles são direitistas e que a birra está resumida contra Trump. Qual é o direitista americano com mais de dois neurônios que vai trabalhar em um projeto financiado por George Soros? Quem professa a defesa do conservadorismo americano ao mesmo tempo que ajuda o seu maior inimigo? Soros já doou dinheiro para as campanhas presidenciais democratas de John Kerry, Barack Obama, Hillary Clinton e Joe Biden, além de bancar causas progressistas como a legalização da maconha. Aliar-se a um esquerdista endinheirado não parece ser um modus operandi de um direitista convicto.

Como se já não bastasse a estupidez do Lincoln Project, o senador Mitch McConnell (R-KY), líder da minoria republicana no Senado, choramingou contra uma reprimenda do Comitê Nacional Republicano a dois deputados do partido, Liz Cheney e Adam Kinzinger. O motivo? Ambos reverberaram a narrativa da invasão ao Capitólio ter sido um ato de ‘’terrorismo doméstico’’ – conto do vigário utilizado por um comitê democrata da Câmara dos Representantes para perseguir cidadãos americanos com base em seus posicionamentos políticos. É a versão americana dos inquéritos ilegais brasileiros que prendem, censuram e perseguem conservadores pelo ‘’crime de opinião’’.

Escrevi um artigo para o Jornal da Cidade Online sobre a suposta espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional) a Tucker Carlson, jornalista da FOX News e âncora do programa mais assistido dos EUA. Como não poderia deixar de ser, o pretexto para tal ação – típica de uma República das bananas – foi o motim de 06/01/2021. Se a administração Biden não tem pudor de espionar o jornalista mais relevante do país, qual a garantia do mesmo não acontecer com um cidadão comum que tem a bandeira libertária em casa? Don´t tread on me pode ser um código supremacista, não é mesmo? A reação ‘’haha’’ do Facebook é considerada um símbolo da extrema direita. A bandeira é fichinha perto dela.

Que os democratas são capazes de tudo e anseiam por qualquer pretexto para perseguir o outro lado é algo fora de dúvida. Mas a coisa toma outra proporção quando integrantes do Partido Republicano compram a narrativa por trás dessa sanha persecutória.

Os conservadores brasileiros estão experimentando a censura da maneira mais descarada possível, mas o fenômeno não é exclusivamente tupiniquim. A pauta global número um da esquerda é o cerceamento das vozes divergentes, pois ela percebeu a desmoralização completa que o campo de debate livre proporcionou aos seus asseclas na última década. Com a reconhecida incapacidade intelectual para confrontar o outro lado, só restou tapar a boca dos recalcitrantes.

A censura pode ser realizada de inúmeras formas. No Brasil, a coisa é mais descarada, com o ‘’inquérito do fim do mundo’’ dando aos deuses de toga o poder de definir o que é verdade ou não – quem diria que 1984 chegaria tão cedo. Não só: o Congresso Nacional aprovou a revogação da Lei de Segurança Nacional com um dispositivo que inaugura o crime de ‘’comunicação enganosa em massa’’ – excrescência vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. Os caciques do estamento burocrático querem calar os conservadores de qualquer maneira.

Já nos EUA é diferente. Como a Primeira Emenda é sagrada para os americanos, a imposição de uma censura estatal ficaria tão evidente que os seus entusiastas cairiam em profunda desgraça com a opinião pública. O modus operandi da esquerda americana é utilizar iniciativas privadas para calar o lado adversário, como o Sleeping Giants, que promove um linchamento virtual bastante eficiente contra a mídia independente conservadora. A rotulação para assassinar reputações é a especialidade número um dos progressistas enragés.

Tais peripécias originadas da esquerda não surpreendem ninguém. Mas quando ela encontra adeptos no seio direitista a coisa muda de figura. É deprimente ver membros do Partido Republicano integrando projetos financiados por George Soros e reverberando narrativas criadas artificialmente pelo Partido Democrata – principalmente aquelas com a missão específica de perseguir e calar os conservadores. RC Di Mezzo e Liz Cheney não merecem outra coisa dos republicanos a não ser o ostracismo em suas respectivas carreiras.

Os RINOs agonizam com a tomada de consciência cada vez maior do eleitorado conservador do Partido Republicano. Pouco a pouco, de maneira cada vez mais perceptível, eles terão o merecido destino. Ver Mitch McConnell estrebuchar e despertar a ira do próprio eleitorado é um sinal inequívoco de tal processo.

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