OPINIÃO: Os imbecis comandam a Casa Branca

por CARLOS JUNIOR (COLUNISTA)

A choradeira de Joe Biden após a tentativa frustrada de neutralizar as leis estaduais sobre o processo eleitoral americano foi reveladora. O presidente dos Estados Unidos lançou dúvidas acerca da lisura dos pleitos futuros caso o seu esforço para federalizar a operação não seja posto em prático. Tal iniciativa conta com a oposição de dois senadores do seu próprio partido, Joe Manchin (D-WV) e Kyrsten Sinema (D-AZ).

Após uma eleição bastante suspeita – relatos de fraude, leis eleitorais aprovadas por autoridades estaduais democratas de maneira bastante questionável e votos chegado após o prazo – e com um resultado não aceito por uma parte considerável do eleitorado, os membros do Partido Republicano resolveram agir. Aprovaram seguidas legislações em seus respectivos estados com a perspectiva de evitar os acontecimentos macabros de 2020. Procuraram agir dentro da lei para resolver um problema considerado urgente por inúmeros conservadores americanos.

Então o presidente Biden, juntamente com a extrema esquerda do seu partido, busca reverter as legislações estaduais com a desculpa esfarrapada de “garantir os direitos de voto às minorias”. A alegação é tão ridícula que não comoveu nem mesmo a dois senadores democratas. O que Biden quer é garantir a perpetuação do caos visto na última eleição, pois ele foi o maior beneficiado da esparrela montada naquela ocasião. As ações dos legisladores estaduais – majoritariamente republicanos – buscam dar mais transparência aos pleitos futuros. Por que ser contra? Quem teme isso?

Aliás, a reação do presidente Biden é digna de nota. Ele colocou as midterms em xeque pelo fiasco da sua iniciativa no Congresso, algo que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fez de maneira semelhante – no caso do nosso chefe do Executivo, foi a peleja do voto impresso. Enquanto Bolsonaro foi trucidado pela grande mídia e alvo de investigação na mais alta instância do Judiciário brasileiro, Biden nada sofreu. O sr. Lourival Sant’Anna, da CNN Brasil, reverberou a narrativa democrata ao choramingar a rejeição do projeto idealizado pela administração federal, chegando até mesmo a sugerir que o sistema eleitoral americano favorece o Partido Republicano. A classe jornalística brasileira é de um cinismo sem par.

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Como não poderia deixar de ser, a negativa do Senado ao caos institucionalizado proposto por Biden foi tida como ameaça à democracia. É típico da esquerda em qualquer lugar do mundo. Se ela triunfa, é a prova da vitalidade da democracia. Se ela perde, a democracia corre sério risco.

Tal insanidade chega a ser cômica quando se observa as pautas e iniciativas idealizadas pelo Partido Democrata. Uma delas é o aumento do número de juízes da Suprema Corte americana (SCOTUS). Como os democratas gostam de levar adiante iniciativas ilegais e sonham com o fim da Constituição americana – ao menos em seu sentido original –, os magistrados da SCOTUS contrariam seus anseios com certa frequência. A solução por eles pensada seria preencher a corte com juízes liberais de maneira artificial, aumentando o número de vagas. O maior exemplo da medida é a Venezuela, cuja ditadura comunista colocou seus cupinchas através da medida sonhada por Joe Biden, Alexandria Ocasio-Cortez e tutti quanti. Esses são os guardiões da democracia para os Gugas Chacras das redações jornalísticas brasileiras.

Se a defesa da democracia está atrelada a fazer igual ação com as instituições que compõem o Estado, então o Partido Democrata é a sua maior e mais perigosa ameaça. Eu fui um dos poucos jornalistas aqui no Brasil a repercutir a fala da deputada Ilhan Omar (D-MN) na qual ela pedia o desmantelamento do sistema americano. Ela não sofreu reprimenda alguma do partido, ao contrário: militantes e colegas democratas até aprovaram a sua fala com a desculpa da referência às desigualdades sociais. Ninguém vence a esquerda em matéria de desfaçatez.

Joe Biden completou um ano de governo com um índice de aprovação baixíssimo. A expectativa é para uma verdadeira sova republicana nas midterms, e caso isso aconteça, seu governo irá para as cucuias. Se com a presente maioria a coisa já está complicada e pouca coisa de seu interesse passa, imagine então com uma maioria oposicionista nas duas casas congressuais.

O desastre da administração Biden não era nada difícil de ser previsto. Tudo o que os Estados Unidos não precisavam agora era um presidente alçado ao poder pela extrema esquerda. Sua plataforma radical no campo cultural e estatizante na economia desaguaria no que se vê atualmente: uma nação dividida, cidadãos cheios de ódio para com os divergentes, uma economia em pandarecos e a total falta de perspectiva de melhora. A pandemia foi o ponto central no seu plano de governo. Biden prometeu acabar com ela, bastaria ele chegar na Casa Branca e a mágica aconteceria. Pois bem, o país registrou mais óbitos em sua administração que no governo anterior do ex-presidente Donald Trump. Mas advinha quem é tratado como negacionista?

Fatos não se importam com os seus sentimentos. E os fatos demonstram com clareza inegável que o governo Biden é um fiasco completo. Não adianta culpar o obstrucionismo republicano, a retórica belicosa de Trump ou o establishment do país. Tais subterfúgios não procedem. A administração atual é pífia por ser a essência do Partido Democrata. Os adultos não estão de volta ao comando. Os imbecis são os atuais inquilinos da Casa Branca.

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