Preços disparam 7,5% nos EUA em janeiro, maior alta desde 1982

A inflação nos Estados Unidos acelerou para uma taxa anualizada de 7,5% em janeiro, atingindo um novo recorde de quatro décadas, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

“Esta não é uma notícia encorajadora para o Fed em sua batalha para fazer a inflação voltar à meta de 2%”, disse James Knightley, economista-chefe internacional do ING para o Wall Street Journal. “Os aumentos das taxas não farão nada para resolver as tensões da cadeia de suprimentos e a escassez de trabalhadores, mas podem contribuir para tirar um pouco do vapor da economia e permitir que a demanda e a oferta comecem a se mover para um melhor equilíbrio, às custas de um crescimento mais fraco.”

Quando medida entre dezembro e janeiro, a inflação foi de 0,6%, a mesma do mês anterior e mais do que os economistas esperavam. Os preços subiram 0,7% de outubro a novembro e 0,9% de setembro a outubro.

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Escassez de suprimentos e trabalhadores, doses pesadas de ajuda federal, taxas de juros ultrabaixas e gastos robustos do consumidor combinaram-se para elevar a inflação no ano passado. E há poucos sinais de que ele diminuirá significativamente em breve.

A aprovação ao trabalho do presidente Joe Biden caiu em pesquisa divulgada em 12 de janeiro pela Quinnipiac University, alcançando o menor patamar já registrado pelo instituto desde o início de seu mandato há um ano. Somente 2% dos americanos consideravam o estado da economia excelente em janeiro.

O senador democrata Joe Manchin (WEST VIRGÍNIA) comparou o nível atual da inflação a um imposto que continua a aumentar.

“Essa inflação é real. Está prejudicando as pessoas. É 7,5%. Isso é um imposto, e continua a aumentar. Não está diminuindo. Então, os (políticos em Washington) têm que agir e fazer alguma coisa… todos nós temos que trabalhar juntos agora para colocar nossa casa financeira em ordem.”


ATUALIZADO ÀS 11:53 am EST com a reação do senador Joe Manchin.

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