Biden Cria Gabinete Para “Combater Desinformação” na Internet

Administração Biden cria conselho de combate ao que acredita ser desinformação na Internet dentro do Departamento de Segurança Interna (DHS) e será liderada por uma suposta especialista em Rússia. O “Ministério da Verdade, como vem sendo chamado nas redes sociais, em alusão ao livro 1984, de George Orwell, é criado dias após Elon Musk ter comprado o Twitter com a promessa de acabar com o viés ideológico da rede que que implementou ao longo dos anos um complexo sistema de censura na plataforma.

A escolhida para comandar o conselho, Nina Jankowicz, sugeriu em 2020 que o caso dos e-mails de Hunter Biden fazia parte de uma campanha de desinformação. Um artigo da Associated Press divulgado um dia após a revelação por parte do New York Post afirmou que “especialistas em desinformação dizem que existem várias bandeiras vermelhas que levantam dúvidas sobre a autenticidade dos [e-mails], incluindo questionamentos sobre se o laptop realmente pertence a Hunter Biden, disse Nina Jankowicz…”

“Devemos vê-lo como um produto da campanha de Trump”, disse Jankowicz à AP sobre a relevação do Post, considerada procedente somente em 2022 pelos jornais progressistas Washington Post e New York Times.

E-mails de Hunter

A reportagem do New York Post, o mais antigo jornal dos EUA, fundado por Alexander Hamilton, um dos pais fundadores da América, foi publicada pouco antes das eleições de 2020 e foi fortemente censurada por plataformas de rede social, incluindo o Twitter, que baniu que qualquer pessoa publicasse o link da matéria além de censurar o perfil do Post, impedindo que pudessem publicar qualquer tweet na ocasião, um caso sem precedentes de censura que calou o jornal às vésperas de uma eleição presidencial.

Jankowicz é membro do think-tank Wilson Center e autora cuja pesquisa se concentrou em desinformação, bem como na Rússia e no tratamento de mulheres online, sendo autora do livro “Como perder a guerra da informação: Rússia, notícias falsas e o futuro do conflito” e, mais recentemente, “Como ser uma mulher online: sobreviver a abuso e assédio e como revidar“, publicado em 2022.

Ela fez contribuições frequentes para a grande mídia americana, publicando artigos nos jornais progressistas New York Times, The Washington Post, The Atlantic, entre outros.

Elo com a Ucrânia

De acordo com o Wilson Center, ela estuda “a interseção da democracia e da tecnologia na Europa Central e Oriental” e foi consultora de comunicações estratégicas do governo da Ucrânia durante seu tempo como uma bolsista de políticas públicas da Fulbright-Clinton.

Nina Jankowicz também usa um emoji com a bandeira ucraniana à frente da bandeira americana em seu nome no Twitter.

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