Rússia alerta para retaliação imediata contra EUA se demandas não forem atendidas

A Rússia alertou na quarta-feira (26) que tomará rapidamente “medidas de retaliação” se os EUA e seus aliados rejeitarem suas demandas de segurança, aumentando a pressão sobre o Ocidente em meio a preocupações de que Moscou esteja planejando invadir a Ucrânia.

A Rússia exige garantias de que a OTAN nunca admitirá a Ucrânia e qualquer outra ex-nação soviética como membro da aliança. Os russos exigem também que a OTAN reverta o envio de tropas em outros países do antigo bloco soviético.

“Se o Ocidente continuar seu curso agressivo, Moscou tomará as medidas de retaliação necessárias”, disse o ministro de Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov.

Questionado por congressistas russos se o país poderia expandir a cooperação militar com Cuba, Venezuela e Nicarágua, Lavrov respondeu que Moscou tem laços estreitos com esses países.

No início deste mês, o vice de Lavrov não descartou o envio de ativos militares russos para Cuba e Venezuela, conforme noticiado pelo Direto da América. O posicionamento de ativos militares nesses países posicionaria militarmente a Rússia ao lado do território americano.

Na fronteira com a Ucrânia, os russos já teriam cerca de 60 batalhões táticos posicionados, algo entre 112 e 120 mil soldados, “podendo ser muito mais”, segundo reportou o correspondente internacional da NBC Richard Engel, na quarta-feira (26).

Ainda segundo Engel, “Um oficial de inteligência ocidental disse que a Rússia trouxe muitos dos facilitadores que faltavam, incluindo médicos e logística, para realizar uma potencial operação militar contra a Ucrânia.”

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Tropas americanas em alerta máximo

Nos últimos dias 8.500 soldados americanos foram colocados em alerta máximo pelo Departamento de Defesa para possível envio para região para atuação em âmbito da OTAN.

OTAN pode enviar forças antes de invasão russa

Os EUA e outros aliados discutem possibilidade de enviar milhares de tropas para os países da OTAN do Leste Europeu antes de qualquer invasão russa na Ucrânia, disseram à CNN três autoridades americanas familiarizadas com as discussões.

Os envios – com aproximadamente 1.000 soldados de cada país membro – seriam semelhantes aos grupos avançados de combate atualmente estacionados nos Estados Bálticos e na Polônia, teriam confirmado fontes da emissora. Entre os países que consideram aceitar os envios estão Romênia, Bulgária e Hungria. Nenhuma decisão final teria sido tomada até o momento.

Os EUA e o Reino Unido estão entre os que consideram os envios de tropas pré-invasão. Não se sabe ainda quantos dos 30 países membros estariam dispostos ao envio antecipado de tropas.

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