Republicanos e democratas cobram de Biden ajuda letal à Ucrânia

Congressistas republicanos e democratas do Comitê de Serviços Armados da Câmara voltaram de uma visita de três dias à Ucrânia, alarmados com o rápido aumento militar da Rússia na fronteira, e pediram ao governo Biden que “reduza a burocracia” para acelerar envio de ajuda letal a Kiev.

Os congressistas Ruben Gallego, Michael Waltz e Seth Moulton – todos militares veteranos do comitê – disseram a repórteres que medidas proativas, incluindo sanções econômicas e aquisição de armas, são fundamentais para impedir uma incursão militar russa.

“Isso é uma questão de velocidade”, disse Moulton, democrata de Massachusetts, em uma entrevista coletiva virtual na terça-feira. “[O presidente russo, Vladimir] Putin está agindo muito rapidamente … Cabe agora ao governo responder rapidamente, e é exatamente isso que nós, como legisladores, os pressionamos a fazer.”

“Precisamos estar mais focados na prevenção de uma invasão do que apenas em responder a ela”, disse.

“Precisamos ajudar a Ucrânia a se proteger e aumentar os custos agora”, disse Waltz, um republicano da Flórida. “Estamos falando em ajudar a capacidade, a vontade de nossos aliados ucranianos, que deixaram claro para nós que pretendem lutar se Putin fizer o pior e realizar uma invasão parcial ou total.”

“Quanto mais pudermos mostrar que haverá resistência, menos provável que eles queiram se atolar em uma guerra na Ucrânia”, disse Gallego, um democrata, em uma entrevista separada na terça-feira à CBS News. “Acho que Putin entende pelo menos uma coisa: se ele entrar em guerra na Ucrânia e não vencer, isso é parte de uma ameaça existencial à sua capacidade de manter o poder.”

Gallego, que preside o Subcomitê de Serviços Armados da Câmara de Inteligência e Operações Especiais, também disse que as avaliações da comunidade de inteligência dos EUA e do Pentágono sobre a movimentação da Rússia, sugerem que todas as luzes estão “piscando em vermelho”.

Nos últimos dois meses, a Rússia reuniu mais de 100.000 soldados perto de sua fronteira com a Ucrânia, gerando temores de uma invasão já em janeiro próximo, de acordo com avaliações da inteligência dos EUA. As autoridades americanas também acusaram Moscou de montar uma operação agressiva de informação para desestabilizar politicamente a Ucrânia, minar sua coesão social e culpar Kiev e a OTAN por qualquer escalada.

O secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, disse na terça-feira que não há indicação de que a Rússia tenha começado a retirar suas tropas da fronteira com a Ucrânia, apesar das negociações diretas entre os presidentes Biden e Putin na semana passada.

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