Lockdowns reduziram apenas 0.2% das mortes por COVID-19, diz Johns Hopkins

Um estudo publicado pela Universidade Johns Hopkins revela que lockdowns durante a primeira onda de COVID-19 reduziram apenas 0.2% das mortes pela doença nos EUA e Europa, enquanto devastou economias em todo o mundo.

“Embora esta meta-análise conclua que os lockdowns tiveram pouco ou nenhum efeito na saúde pública, eles impuseram enormes custos econômicos e sociais onde foram adotados”, escreveram os pesquisadores. “Em consequência, as políticas de lockdown são infundadas e devem ser rejeitadas como instrumento de política pandêmica”.

“Encontramos pouca ou nenhuma evidência de que os bloqueios obrigatórios na Europa e nos Estados Unidos tiveram um efeito perceptível nas taxas de mortalidade por COVID-19”, escreveram os pesquisadores.

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“[As ordens de isolamento ‘shelter in place’] podem isolar uma pessoa infectada em casa com sua família, onde corre o risco de infectar membros da família com uma carga viral mais alta, causando doenças mais graves”, afirmaram os pesquisadores.

“Muitas vezes, os lockdowns limitam o acesso das pessoas a locais seguros (ao ar livre), como praias, parques e zoológicos, ou incluem obrigatoriedade de máscaras ao ar livre ou restrições estritas de reunião ao ar livre, levando as pessoas a se encontrarem em locais menos seguros (indoor)”.

Os pesquisadores também apontaram outras consequências dos lockdowns, como aumento do desemprego, redução da escolaridade, aumento dos incidentes de violência doméstica e aumento das overdoses de drogas.

De maio de 2020 a abril de 2021, os EUA registraram 100.306 mortes por overdose de drogas, um aumento de 28,5% em relação às 78.056 mortes registradas nos últimos 12 meses, segundo dados do CDC.

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A taxa de desemprego no país atingiu o pico de 14,8% em abril de 2020, mas caiu para 3,9% em dezembro, ligeiramente superior à taxa de 3,5% em fevereiro de 2020.

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