EUA anunciam sanções contra Bielorússia e setor de defesa russo

Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira (2) mais sanções pela guerra dos russos contra a Ucrânia, desta vez visando a indústria de defesa da Rússia e a aliada Bielorússia.

A Casa Branca divulgou “restrições abrangentes à Bielorrússia para sufocar sua importação de bens tecnológicos em resposta ao seu apoio” à guerra da Rússia.

Também anunciou “sanções que visam o setor de defesa da Rússia” para “impor custos significativos às empresas russas de desenvolvimento e produção de armas”.

“Os Estados Unidos e nossos aliados e parceiros não têm interesse estratégico em reduzir o fornecimento global de energia – e é por isso que retiramos pagamentos de energia de nossas sanções financeiras”, disse a Casa Branca em comunicado, acrescentando que as sanções sobre a indústria de refino de petróleo prejudicará a indústria petrolífera russa enquanto ainda protege os consumidores americanos.

ESPAÇO AÉREO FECHADO. O presidente Joe Biden anunciou durante o Estado da União que os EUA vão banir aeronaves russas do espaço aéreo dos EUA, juntando-se a um número crescente de países que estão fechando seus espaços aéreos para a Rússia após a invasão da Ucrânia.

As ordens da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA entrarão em vigor até o final do dia de quarta-feira e suspenderão as operações de todas as aeronaves pertencentes, certificadas, operadas, registradas, fretadas, arrendadas ou controladas por, para ou em benefício de um cidadão russo.

Isso inclui voos de passageiros e de carga e voos regulares e fretados “fechando efetivamente o espaço aéreo dos EUA para todas as transportadoras aéreas comerciais russas e outras aeronaves civis russas”, disse o Departamento de Transportes.

“Esta noite, estou anunciando que nos juntaremos aos nossos aliados para fechar o espaço aéreo americano para todos os voos russos, isolando ainda mais a Rússia e adicionando um aperto adicional em sua economia.”

“Ele não tem ideia do que está por vir.”, disse Biden durante o discurso de terça-feira (1).

TERCEIRA GUERRA MUNDIAL. O ministro de relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que uma Terceira Guerra Mundial seria “nuclear e destrutiva”; declaração ocorre dias após Putin colocar forças nucleares russas em alerta máximo.

Lavrov disse na quarta-feira (2) que armas nucleares seriam usadas e uma destruição maciça ocorreria se a Terceira Guerra Mundial eclodisse, informou a agência de notícias RIA, com tradução da Reuters.

O ministro disse que a Rússia enfrentaria um “perigo real” se Kiev adquirisse armas nucleares.

O presidente Vladimir Putin também emitiu uma mensagem intimidadora, alertando que qualquer um que tentar “impedir” a invasão da Ucrânia pela Rússia vai se deparar com “consequências que vocês nunca viram em sua história”.

EXERCÍCIOS NUCLEARES NO CARIBE. Os Estados Unidos e a Colômbia realizaram exercícios navais conjuntos nas águas caribenhas do país sul-americano no fim de semana dos dias 26 e 27 de fevereiro para “ratificar a confiança mútua” que existe entre as duas nações, disse o ministro da Defesa colombiano, Diego Molano, na segunda-feira (28).

“Em particular, este exercício está sendo realizado no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), já que a Colômbia é um país parceiro global da OTAN e, claro, dos Estados Unidos”, disse o ministro a repórteres sobre as atividades navais realizado no fim de semana.

“A entrada de um submarino nuclear no mar do Caribe colombiano é uma prova de confiança”, disse Molano, acrescentando que os dois países estão trabalhando juntos para “proteger a soberania, no caso da Colômbia, e os interesses comuns no mar do Caribe” que Bogotá tem com Washington.

A principal mensagem que as autoridades queriam enviar com o exercício naval “é que aqui nossa marinha e nossas forças militares têm certas capacidades que permitem que a Colômbia seja o único país da América Latina que é parceiro global da OTAN”, disse ele.

Participaram dos exercícios marítimos, além do submarino nuclear dos EUA – o USS Minnesota, um navio de combate litorâneo americano – o USS Billings, o submarino colombiano ARC Pijao e as fragatas ARC Independiente e ARC Almirante Padilla, além de duas aeronaves de patrulha marítima e dois helicópteros.

RÚSSIA-VENEZUELA. Os exercícios ocorrem semanas após o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmar que Putin poderia autorizar o posicionamento de infraestrutura militar russa na Venezuela e Cuba, grandes aliadas russas.

A Venezuela, vizinha da Colômbia, é uma parceira estratégica da Rússia, assim como Cuba, pela localização privilegiada para posicionamento de equipamento militar russo para ameaçar o território norte-americano.

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