EUA aliviam sanções contra Irã na esperança de restaurar acordo nuclear

A administração Biden suspendeu sanções que permitirão que países como a China e a Rússia cooperem com o Irã em projetos nucleares civis; autoridades dos EUA alertam que restam apenas algumas semanas para salvar o acordo nuclear de 2015 com o Irã.

As sanções haviam sido restauradas em 2019 e 2020 sob o presidente Donald Trump, que abandonou o acordo feito por seu antecessor, o democrata Barack Obama.

O Departamento de Estado enviou um relatório assinado pelo secretário Antony Blinken ao Congresso explicando que a restauração das isenções ajudará as negociações em Viena sobre o retorno ao acordo alcançado entre o Irã e um grupo de países, incluindo China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido e os Estados Unidos em 2015. O acordo é formalmente chamado de Plano de Ação Abrangente Conjunto (JCPOA, em inglês).

“A liberação em relação a essas atividades foi projetada para facilitar as discussões que ajudariam a fechar um acordo sobre um retorno mútuo à implementação completa do JCPOA e estabelecer as bases para o retorno do Irã ao cumprimento de seus compromissos do JCPOA”, segundo o relatório, cuja cópia foi vista pela Reuters.

“[A iniciativa] [t]ambém é projetada para servir aos interesses de não proliferação e segurança nuclear dos EUA e restringir as atividades nucleares do Irã. Está sendo emitida por uma questão de critério político com esses objetivos em mente, e não de acordo com um compromisso ou como parte de um quid pro quo”, disse o documento.

O governo Trump havia encerrado as isenções em maio de 2020 como parte de sua campanha de “pressão máxima” contra o Irã, que começou quando Trump retirou os EUA do acordo, reclamando que era o pior acordo diplomático já negociado.

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