Biden diz que vai responder de forma decisiva se Rússia invadir Ucrânia

O presidente Joe Biden conversou novamente na tarde de quinta-feira (30) com o presidente russo, Vladimir Putin, em meio ao aumento das tensões entre Russia e Ucrânia.

Biden usou a videochamada para alertar Putin de que o Ocidente estaria disposto a impor “fortes medidas econômicas” à Rússia se ela invadisse a Ucrânia.

Segundo a secretária de imprensa Jen Psaki, “O presidente Joseph R. Biden, Jr. falou hoje com o presidente Vladimir Putin da Rússia. O presidente Biden exortou a Rússia a diminuir as tensões com a Ucrânia. Ele deixou claro que os Estados Unidos e seus aliados e parceiros responderão de forma decisiva se a Rússia invadir ainda mais a Ucrânia. O presidente Biden também expressou apoio à diplomacia, começando no início do próximo ano com o Diálogo de Estabilidade Estratégica bilateral, na OTAN por meio do Conselho OTAN-Rússia e na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. O presidente Biden reiterou que o progresso substantivo nesses diálogos ocorre apenas em um ambiente de desaceleração, e não de escalada.”, conclui a nota.

Uma fonte sênior da administração, segundo a PBS, classificou a ligação entre Biden e Putin de “séria e substantiva … para definir o tom e o teor” para as reuniões diplomáticas presenciais em janeiro. O funcionário também diz que Putin não foi quem pediu a ligação conforme vem sendo divulgado, em vez disso, diz, a ligação fazia parte de uma série de chamadas de fim de ano.

Biden durante ligação com o líder russo Vladmir Putin em sua casa em Wilmington, Delaware. Foto: Casa Branca

O presidente russo já havia insistido na primeira ligação que, apesar do deslocamento maciço de milhares de soldados ao longo da fronteira com a Ucrânia, Moscou não estaria se preparando para uma invasão ao seu ex-vizinho soviético.

Mas Putin teria estabelecido condições para a não agressão: ele prometeu que as tropas russas não atacariam a Ucrânia se o pedido de Kiev para ingressar na Otan fosse negado. A Rússia descreveu a expansão da OTAN para o leste como uma “linha vermelha” que representa uma ameaça à segurança de Moscou.

LEIA TAMBÉM: Republicanos e democratas cobram de Biden ajuda letal à Ucrânia

Biden e Zelenskiy

Biden garantiu ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy que o pedido de Kiev para se juntar à aliança militar da OTAN estava em suas próprias mãos, de acordo com o chefe de gabinete de Zelenskiy, após ligação entre os dois líderes.

Biden e Zelenskiy conversaram por telefone dois dias depois de Biden ter conversado com o presidente russo, Vladimir Putin, no início de dezembro, em uma tentativa de acalmar a crise causada pela movimentação de tropas russas perto da fronteira com a Ucrânia.

Desde 2002, a Ucrânia busca entrar na aliança militar mais poderosa do mundo, onde uma cláusula do Artigo 5 do grupo afirma que um ataque a um país membro é considerado um ataque a todos eles.

- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS