Biden aceita encontrar Putin desde que não haja invasão

O presidente Joe Biden concordou em se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, nos próximos dias, com a condição de que a Rússia não avance com uma invasão da Ucrânia, anunciou a Casa Branca no domingo (20).

“Como o presidente deixou claro repetidamente, estamos comprometidos em buscar a diplomacia até o momento em que uma invasão comece”, disse a secretária de imprensa Jen Psaki em comunicado.

O possível encontro, de acordo com um comunicado do Palácio do Eliseu, foi proposta pelo presidente francês Emmanuel Macron durante telefonemas consecutivos com Biden e Putin.

O secretário de Estado Antony Blinken se reunirá na quinta-feira com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e Biden “aceitou, em princípio, uma reunião com o presidente Putin após esse compromisso, novamente, se uma invasão não acontecer.

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Biden se reuniu no domingo com seu conselho de segurança nacional e conversou por telefone com o presidente francês Emmanuel Macron, que havia falado com Putin no mesmo dia para pressionar por uma solução diplomática para evitar a ameaça de guerra na Europa.

Os EUA estimam que 190 mil soldados russos já estejam na região de fronteira com a Ucrânia.

A vice-presidente Kamala Harris se encontrou no sábado (19) com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na Conferência de Segurança de Munique para reiterar o apoio do governo americano à Ucrânia.

Zelensky, em um discurso na conferência, questionou por que as nações ocidentais estavam esperando para impor sanções à Rússia ao mesmo tempo em que alertavam sobre a ameaça iminente de uma invasão.

“Não precisamos de suas sanções depois que o bombardeio acontecer e depois que nosso país for alvejado ou depois que não tivermos fronteiras, ou depois que não tivermos economia… por que precisaríamos dessas sanções então?” Zelensky disse à CNN.

No sábado (19), a Ucrânia anunciou que um carregamento de fuzis, metralhadoras e outros equipamentos militares havia chegado a Lviv.

Putin acusa a Ucrânia de fomentar o “genocídio” contra pessoas no território ucraniano controlado por separatistas pró-Rússia no leste do país; os moradores dessas regiões começaram a evacuar para a Rússia.

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No sábado (19), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que a Ucrânia estava cometendo “crimes contra a humanidade” e acusou o Ocidente de ser “cúmplice”. Líderes ocidentais em Munique denunciaram tais acusações como “ridículas”.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, falando na conferência de Munique via link de vídeo, não comentou o acúmulo de forças russas.

Wang, porém, disse que a implementação do acordo de Minsk – um acordo firmado em 2015 para encerrar as hostilidades no leste da Ucrânia – era a “única saída” da crise atual, de acordo com a emissora estatal chinesa CCTV.

Sem citar os Estados Unidos, Wang criticou “certos países importantes” por “exagerar questões, criar pânico e alardear a ameaça de guerra”.

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