Inflação nos EUA bate novo recorde de 9,1% em junho; medo de recessão atinge mercado financeiro

Os preços subiram amplamente em toda a economia americana, com a gasolina superando de longe outras categorias com um ganho de 11,2% em relação ao mês anterior. Os aumentos de preços de moradia e alimentos também impulsionaram fortemente a inflação, disse o Departamento do Trabalho dos EUA.

O Fed elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual em junho, o maior aumento desde 1994. A desaceleração da demanda é fundamental para o objetivo do Fed de restaurar a estabilidade de preços em uma economia que ainda luta com problemas de oferta, mas o aumento na taxa básica de juros também eleva o risco de recessão da economia, vista por diversos economistas como certa.

O índice de preços ao consumidor no setor de energia registrou um aumento de 7,5% em junho, após alta de 3,9% em maio. O preço da gasolina disparou 11,2% em junho, contra alta de 4,1% em maio. O gás natural ficou 8,2% mais caro em junho, o maior aumento mensal desde outubro de 2005. O preço por eletricidade também aumentou em junho, subindo 1,7%.

O índice de energia subiu 41,6% nos últimos 12 meses. A gasolina aumentou 59,9% no período, o maior aumento de 12 meses nesse índice desde março de 1980. O custo por eletricidade subiu 13,7%, o maior aumento de 12 meses desde o período encerrado em abril de 2006. O gás natural subiu 38,4% nos últimos 12 meses, o maior aumento desse tipo desde o período encerrado em outubro de 2005.

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Reação do Mercado: Medo de Recessão

Em Wall Street as ações abriram em queda acentuada na quarta-feira, 13 de junho, depois que novos dados de preços ao consumidor aumentaram os temores de recessão, com a probabilidade do Federal Reserve aumentar agressivamente a taxa de juros no país.

Todos os três principais índices caíram mais de 1% após o relatório do Departamento de Trabalho revelar um cenário inflacionário pior do que o esperado pelo mercado.

Reação de Biden: ‘Inflação está desatualizada

Em comunicado enviado pela Casa Branca na manhã de quarta-feira, o presidente Joe Biden alega que os resultados divulgados sobre a inflação estão “desatualizados”.

“Embora a leitura da inflação global de hoje seja inaceitavelmente alta, também está desatualizada. A energia sozinha representou quase metade do aumento mensal da inflação. Os dados de hoje não refletem o impacto total de quase 30 dias de queda nos preços da gasolina, que reduziram o preço na bomba em cerca de 40 centavos desde meados de junho. Essas economias estão proporcionando um importante respiro para as famílias americanas. E outras commodities, como o trigo, caíram acentuadamente desde este relatório.”, diz a nota.

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